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quinta-feira, 28 de março de 2024

Segunda Leitura: Romanos 6,3-11 - 30.03.2024




Romanos 6,3-11 (Bíblia de Jerusalém)


3 Ou ignorais que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados?

4 Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova.

5 Pois, se fomos identificados com ele por uma morte semelhante à sua, seremos também com ele identificados na ressurreição.

6 Sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que seja reduzido a nada o corpo do pecado, a fim de que não mais sejamos escravos do pecado.

7 Pois quem morreu, foi justificado do pecado.

8 Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele.

9 Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.

10 Pois, quanto a ter morrido, ele morreu de uma vez para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.

11 Assim também vós, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.

- Palavra do Senhor.


Reflexão:


Nesta passagem da carta aos Romanos, o apóstolo Paulo nos leva a uma profunda reflexão sobre o significado do batismo e a vida em Cristo. Ele nos lembra que, por meio do batismo, somos unidos com Jesus não apenas simbolicamente, mas de uma maneira espiritual e transformadora.

Paulo nos convida a contemplar a realidade espiritual por trás do ato físico do batismo: ao sermos batizados, participamos da morte e ressurreição de Cristo. Assim como Cristo morreu e ressuscitou dos mortos, somos chamados a morrer para o pecado e a ressurgir para uma nova vida em comunhão com Deus.

Essa nova vida em Cristo não é apenas uma mudança superficial, mas uma transformação radical de nossa identidade e natureza. O "homem velho", dominado pelo pecado e pela morte, é crucificado com Cristo, para que possamos ser libertados do poder do pecado e viver uma vida de santidade e comunhão com Deus.

Portanto, como cristãos batizados, somos chamados a viver de acordo com essa nova identidade em Cristo. Devemos considerar-nos mortos para o pecado, renunciando às suas tentações e vivendo uma vida de retidão e obediência a Deus. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que nossa vida está escondida em Cristo, e que Ele é o nosso único fundamento e esperança de vida eterna.

Que possamos, portanto, viver cada dia em comunhão com Cristo, mortos para o pecado e vivos para Deus, experimentando a plenitude da vida que Ele veio nos oferecer. Que o poder transformador da morte e ressurreição de Cristo se manifeste em nós, capacitando-nos a viver como verdadeiros filhos e filhas de Deus, agora e para sempre. Amém.

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quarta-feira, 27 de março de 2024

Segunda Leitura: Hebreus 4,14-16; 5,7-9 - 29.03.2024




 Hebreus 4,14-16; 5,7-9 (Bíblia de Jerusalém)

Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos,4,14 Temos, portanto, um sumo sacerdote eminente, que penetrou nos céus: Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a profissão da nossa fé. 

15 Com efeito, não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 

16 Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, para alcançar misericórdia e encontrar graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.

5,7 Nos dias da sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido, por causa da sua submissão. 

8 Embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência, por meio dos sofrimentos que teve. 

9 E, assim, atingiu a consumação e tornou-se a causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

- Palavra do Senhor.


Reflexão:


A leitura da Carta aos Hebreus nos conduz a uma profunda compreensão do sacerdócio de Cristo e de sua obra redentora em favor da humanidade. Esta passagem nos apresenta Jesus como o sumo sacerdote perfeito, aquele que penetrou nos céus e intercede por nós diante do trono da graça.

Ao contrário dos sumos sacerdotes do Antigo Testamento, Jesus é capaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele próprio experimentou as tentações e as provações da vida humana, embora sem pecado. Ele conhece nossas lutas e nossas dores, e por isso podemos nos aproximar dele confiantemente em busca de misericórdia e graça.

Além disso, somos lembrados de como Jesus, durante sua vida na terra, dirigiu preces e súplicas ao Pai com forte clamor e lágrimas. Ele experimentou o sofrimento e a angústia da condição humana de forma intensa, mas em tudo permaneceu obediente à vontade do Pai.

É através da obediência de Cristo até a morte, mesmo enfrentando sofrimentos indescritíveis, que encontramos nossa redenção e salvação. Seu sacrifício na cruz não apenas nos libertou do poder do pecado e da morte, mas também nos abriu o caminho para a vida eterna.

Portanto, como membros do corpo de Cristo, somos convidados a seguir seu exemplo de obediência e submissão à vontade de Deus. Que possamos confiar na intercessão contínua de Jesus por nós e nos aproximarmos dele com ousadia e gratidão, sabendo que encontraremos misericórdia e graça em nossos momentos de necessidade. Que possamos também aprender com Ele a obedecer ao Pai em todas as circunstâncias, confiando em sua promessa de salvação eterna para todos aqueles que lhe obedecem. Amém.

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sexta-feira, 22 de março de 2024

Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11 - 24.03.2024




Filipenses 2:6-11 (Bíblia de Jerusalém)

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses – 6.Ele, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus um privilégio

7.mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.

8.E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9.Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o Nome que está acima de todo nome,

10.para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, na terra e nos infernos,

11.e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor. - Palavra do Senhor.


Reflexão:


Esta passagem de Filipenses 2:6-11 é conhecida como o "Hino Cristológico", onde o apóstolo Paulo apresenta uma profunda teologia sobre a encarnação e a exaltação de Jesus Cristo. O texto começa descrevendo a pré-existência de Jesus em uma condição divina, revelando sua natureza eterna e sua igualdade com Deus.

No entanto, ao invés de se apegar a essa igualdade divina como um privilégio, Jesus voluntariamente renunciou a sua glória e se esvaziou, assumindo a forma de servo e se tornando semelhante aos homens. Ele humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Esta é uma descrição poderosa da encarnação de Jesus, seu sacrifício na cruz e seu exemplo de humildade e obediência.

Mas a humilhação de Jesus não é o fim da história. O texto continua, mostrando como Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Jesus é reconhecido como Senhor, e toda criatura, nos céus, na terra e nos infernos, é chamada a dobrar os joelhos diante dele e proclamá-lo como Senhor, para a glória de Deus Pai.

Essa passagem nos desafia a refletir sobre o profundo amor e humildade de Jesus, que o levaram a se esvaziar e se tornar um de nós, até mesmo enfrentando a morte na cruz por nossa salvação. Ao mesmo tempo, nos convida a reconhecer a exaltação e soberania de Jesus como Senhor sobre todas as coisas.

Que possamos seguir o exemplo de humildade e serviço de Jesus em nossas próprias vidas, e render-lhe toda honra e glória como nosso Senhor e Salvador. Amém.

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sexta-feira, 8 de março de 2024

Segunda Leitura: Efésios 2,4-10 - 10.03.2024




Efésios 2,4-10 (Bíblia de Jerusalém)


4. "Deus, rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou,

5. estando nós mortos pelos nossos pecados, deu-nos a vida com Cristo — é por graça que fostes salvos! 

6. Ele nos ressuscitou com Cristo e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus.

7. Assim, ele quer mostrar, nas idades que virão, a incomparável riqueza de sua graça, pela bondade que teve para conosco em Cristo Jesus.

8. Com efeito, é por graça que fostes salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus!

9. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

10. Pois somos obra sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." - Palavra do Senhor.


Reflexão:


Nesta passagem da carta aos Efésios, somos confrontados com a magnitude do amor e da misericórdia de Deus. Ele não nos salvou por mérito próprio ou por nossas obras, mas por sua graça e amor incondicional. Somos lembrados de que estávamos mortos em nossos pecados, mas Deus, em sua infinita bondade, nos concedeu vida por meio de Cristo.

Essa graça divina nos transforma e nos eleva. Somos ressuscitados com Cristo e assentados nos céus, participantes da herança celestial que ele nos oferece. Tudo isso é um testemunho do poder redentor de Deus, que deseja demonstrar ao longo das eras a incomparável riqueza de sua graça.

A fé que nos salva é um presente de Deus, não algo que conquistamos por nossos esforços. Não há espaço para orgulho ou arrogância, pois toda a glória pertence a Deus. Somos chamados a viver em gratidão por essa graça abundante, buscando cumprir as boas obras que Deus preparou para nós desde antes da fundação do mundo.

Que possamos, portanto, viver como testemunhas da graça transformadora de Deus em nossas vidas. Que possamos dedicar nossos dias a praticar as boas obras que ele planejou para nós, refletindo o amor e a misericórdia que recebemos. E que possamos sempre nos maravilhar diante do imenso amor de Deus, que nos escolheu e nos salvou para a sua glória. Amém.

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Segunda Leitura: Romanos 8,31-34 - 25.02.2024




Romanos 8,31-34 (Bíblia de Jerusalém):

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, "31. Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32. Ele, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará tudo junto com ele?


33. Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus é quem os declara justos.

34. Quem os condenará? Será Jesus Cristo, que morreu, ou ainda mais, que ressuscitou, que está à direita de Deus e que intercede por nós." - Palavra do Senhor.


Reflexão:


Nesta passagem inspiradora da carta de Paulo aos Romanos, somos lembrados do profundo amor e providência de Deus por nós, seus filhos. Paulo começa fazendo uma afirmação poderosa: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Esta pergunta retórica nos convida a refletir sobre a certeza e a segurança que temos em Deus, que está sempre ao nosso lado, lutando em nosso favor.

Paulo continua seu raciocínio, apontando para o sacrifício supremo de Deus ao entregar seu próprio Filho, Jesus Cristo, por nós. Esse ato de amor demonstra a imensidão da graça divina e nos assegura que, se Deus nos deu o seu Filho, certamente nos dará tudo o que precisamos para vivermos em comunhão com Ele.

Além disso, Paulo questiona quem poderia nos acusar ou condenar diante de Deus. Ele enfatiza que é Deus quem nos declara justos, e é Jesus Cristo quem intercede por nós. Essa verdade nos conforta e nos enche de esperança, pois mesmo quando nos sentimos frágeis e pecadores, temos um Salvador que defende nossa causa diante do Pai.

Portanto, esta passagem nos leva a uma profunda confiança em Deus e em seu amor por nós. Ela nos encoraja a enfrentar os desafios da vida com coragem e fé, sabendo que somos amados e protegidos por aquele que deu o seu próprio Filho por nós. Que possamos nos apoiar nesta promessa e viver de acordo com a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Segunda Leitura: 1 Coríntios 10,31-33.1,1 - 11.02.2024




 1 Coríntios 10,31-33.1,1 (Bíblia de Jerusalém):

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos,"10,31. Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

32. Não sejais causa de escândalo nem para judeus, nem para gregos, nem para a Igreja de Deus.


33. Como também eu procuro agradar a todos em tudo, não buscando o que é útil para mim, mas o que é útil para muitos, para que sejam salvos.

11,1. Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo." - Palavra do Senhor.

Reflexão:


Paulo nos lembra da importância de vivermos nossas vidas em total dedicação e adoração a Deus, em cada detalhe, em cada ação, em cada momento. Ele nos exorta a fazer tudo para a glória de Deus, reconhecendo que nossa vida cotidiana também é sagrada e pode ser oferecida a Ele como um ato de culto.

Além disso, o apóstolo nos adverte para não sermos causa de escândalo, isto é, não devemos agir de maneira que leve outros a tropeçar em sua fé. Devemos ser sensíveis às necessidades e sensibilidades dos outros, sejam eles judeus, gregos ou membros da igreja. Devemos buscar o bem-estar espiritual dos outros, mesmo que isso signifique renunciar aos nossos próprios interesses.

Paulo, como exemplo, declara que procura agradar a todos em tudo, não buscando seu próprio benefício, mas o bem-estar espiritual de muitos, para que possam ser salvos. Ele não está interessado em sua própria glória ou satisfação pessoal, mas sim na expansão do Reino de Deus e na salvação daqueles que ainda não conhecem a Cristo.

Por fim, Paulo nos desafia a imitá-lo, assim como ele imita a Cristo. Ele nos convida a seguir seu exemplo de sacrifício, serviço e dedicação ao Senhor. Que possamos, portanto, viver nossas vidas de maneira a glorificar a Deus em todas as coisas, buscando o bem dos outros e imitando o exemplo de Cristo em nosso viver diário.

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Segunda Leitura: 1 Coríntios 9,16-19.22-23 - 04.02.2024




1 Coríntios 9,16-19.22-23 (Bíblia de Jerusalém):


16 Se eu anuncio o Evangelho, não é para mim nenhum motivo de glória, pois é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!

17 Se eu o fizesse por minha livre vontade, teria direito a recompensa. Mas, se o faço constrangido, é contra a minha vontade.

18 Então, qual é a minha recompensa? Anunciar gratuitamente o Evangelho, renunciando ao direito que ele me dá.

19 Assim, livre de todos, eu me fiz escravo de todos para ganhar o maior número possível.

22 Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Com todos me fiz tudo, para certamente salvar alguns.

23 E tudo isso eu o faço por causa do Evangelho, para dele participar eu também. - Palavra do Senhor.


Reflexão:


Nesta passagem da Primeira Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo nos apresenta um profundo insight sobre seu compromisso com a pregação do Evangelho. Ele destaca que não o faz por busca de glória ou recompensa pessoal, mas sim como uma obrigação imposta a ele. O anúncio do Evangelho torna-se um dever que transcende suas próprias vontades.

Paulo enfatiza que, se o fizesse voluntariamente, teria direito a uma recompensa. No entanto, escolhe anunciar gratuitamente o Evangelho, renunciando a qualquer direito que poderia reivindicar. Essa atitude revela um desprendimento notável e uma entrega total ao propósito divino.

A expressão "Fiz-me fraco com os fracos" destaca a empatia de Paulo. Ele se adapta às circunstâncias e se torna acessível a todos, buscando salvar o maior número possível. Paulo compreende a importância de se identificar com as diferentes realidades das pessoas, tornando-se um exemplo vivo do amor e compaixão que o Evangelho promove.

Ao declarar "Tudo isso eu faço por causa do Evangelho, para dele participar eu também", Paulo nos desafia a considerar a motivação por trás de nossas ações. Ele se torna escravo de todos, não por obrigação legal, mas por uma paixão ardente pelo Evangelho. Essa entrega total é um convite para todos nós a examinarmos a verdadeira motivação que impulsiona nossas vidas e ações.

Que possamos, inspirados pelo exemplo de Paulo, abraçar a responsabilidade de compartilhar o Evangelho com amor, empatia e desprendimento, reconhecendo que é uma tarefa que nos foi confiada por Deus e que traz consigo uma recompensa eterna.

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Segunda Leitura: 1 Coríntios 7,32-35 - 28.01.2024




1 Coríntios 7,32-35 (Bíblia de Jerusalém)


Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 32 Gostaria que estivésseis livres de preocupações. O solteiro cuida das coisas do Senhor, quer agradar ao Senhor.

33 Mas o casado se preocupa com as coisas do mundo, quer agradar à esposa.

34 Assim, está dividido. A mulher não casada, ou a virgem, preocupa-se com as coisas do Senhor, para ser santa de corpo e espírito. Mas a casada preocupa-se com as coisas do mundo, quer agradar ao marido.

35 Digo isso para o vosso próprio bem, não para vos armar um laço, mas para vos oferecer o que vos convém e vos permita servir ao Senhor sem preocupações. - Palavra do Senhor.


Reflexão:


Nesta passagem da primeira carta aos Coríntios, Paulo aborda a questão da preocupação e dedicação a Deus em diferentes estados civis. Ele destaca a vantagem daqueles que permanecem solteiros, dedicando-se integralmente ao serviço do Senhor, sem as responsabilidades adicionais do casamento.

Ao mesmo tempo, Paulo não desvaloriza o casamento, reconhecendo que aqueles que são casados têm suas próprias preocupações e responsabilidades, buscando agradar tanto ao cônjuge quanto ao Senhor. A ênfase reside na atenção dedicada ao serviço a Deus, independentemente do estado civil.

A reflexão aqui nos convida a considerar como equilibramos nossas responsabilidades terrenas e nosso compromisso com Deus. Devemos ponderar se nossas escolhas e preocupações estão alinhadas com o propósito divino. Que possamos discernir sabiamente, buscando servir ao Senhor sem sermos aprisionados por preocupações mundanas. Que a nossa dedicação, seja no casamento ou na solteirice, reflita a prioridade do serviço a Deus em todas as áreas de nossas vidas. Amém.

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Segunda Leitura: 1 Coríntios 7,29-31 - 21.01.2024




 1 Coríntios 7,29-31 (Bíblia de Jerusalém):


Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – 29. O que vos digo, irmãos, é isto: o tempo é breve. Resta que, doravante, também os casados vivam como se não o fossem,

30. os que choram, como se não chorassem, os que se alegram, como se não se alegrassem, os que compram, como se não possuíssem,

31. os que usam deste mundo, como se dele não estivessem servindo, porque a figura deste mundo passa.

- Palavra do Senhor.


Reflexão:


Nesta passagem da carta de Paulo aos Coríntios, somos confrontados com a transitoriedade da vida terrena e a impermanência das realidades mundanas. O apóstolo nos lembra, de maneira incisiva, da brevidade do tempo e da necessidade de uma perspectiva espiritual diante das circunstâncias efêmeras da existência.

Ao exortar os cristãos a viverem no mundo sem se deixarem envolver excessivamente por suas preocupações temporais, Paulo não nega a importância das responsabilidades cotidianas, mas aponta para uma atitude de desapego e prioridade espiritual. É um convite à sobriedade e ao equilíbrio, reconhecendo que as realidades materiais e emocionais estão sujeitas à mudança.

O apóstolo nos encoraja a viver de maneira desprendida, investindo nas coisas do Reino de Deus e compreendendo que a verdadeira alegria não está vinculada às circunstâncias externas. O desapego, longe de ser uma fuga do mundo, é uma resposta sábia à efemeridade das coisas passageiras.

A mensagem central é clara: o mundo e suas preocupações são temporários; a verdadeira realidade está além deste presente transitório. Ao vivermos com essa perspectiva, somos capacitados a priorizar o que realmente importa aos olhos de Deus. Que, nesta jornada terrena, possamos abraçar a chamada à liberdade espiritual, compreendendo que a figura deste mundo está destinada a passar, enquanto o Reino de Deus permanece para sempre. Amém.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Segunda Leitura: 1 Coríntios 6,13-15.17-20 - 14.01.2024



1 Coríntios 6,13-15.17-20 (Bíblia de Jerusalém)


13 Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; mas Deus destruirá ambos. Contudo, o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo.

14 Deus, porém, ressuscitou o Senhor e nos ressuscitará também a nós pelo seu poder.

15 Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei eu, porventura, os membros de Cristo para os fazer membros de uma prostituta? De modo nenhum!

17 Mas quem adere ao Senhor é um só espírito com ele.

18 Fugi da imoralidade sexual. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.

19 Ou não sabeis que vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que não vos pertenceis a vós mesmos?

20 Porque fostes comprados por um preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.- Palavra do Senhor.



Reflexão:


O apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, traz uma reflexão profunda sobre o corpo, a moralidade e a conexão espiritual com Deus. Ele destaca que, embora os alimentos se destinem ao estômago e vice-versa, o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor.

A analogia entre os membros do corpo e Cristo nos lembra da nossa ligação profunda com o Salvador. Participar em ações imorais é como desonrar os membros de Cristo, algo incompatível com a união espiritual que temos com Ele.

A exortação de Paulo para fugir da imoralidade sexual vai além do aspecto físico e se estende ao entendimento de que nosso corpo é um templo do Espírito Santo. Essa consciência da presença divina em nós deve moldar nossas escolhas e comportamentos.

Ao afirmar que fomos comprados por um preço, Paulo destaca a redenção através do sacrifício de Cristo. Essa realidade transformadora deve motivar nossa gratidão e comprometimento em glorificar a Deus em nossos corpos.

Assim, somos chamados a cuidar de nossos corpos não apenas como um dever moral, mas como uma expressão de adoração a Deus. A compreensão de que somos templos do Espírito Santo nos desafia a viver de maneira que reflita a santidade divina que habita em nós.

Que esta leitura nos conduza a uma reflexão profunda sobre como tratamos nossos corpos, reconhecendo a sacralidade dessa morada do Espírito. Que possamos glorificar a Deus em cada ação, pensamento e decisão, lembrando-nos do preço pago por nossa redenção. 


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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Segunda Leitura: Efésios 3,2-3.5-6 - 07.01.2024




Efésios 3,2-3.5-6 (Bíblia de Jerusalém):

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – 2 Se ao menos soubésseis a graça que Deus me concedeu para realizar o seu desígnio misterioso!

3 Revelou-mo, como acabo de escrever resumidamente.

5 Este mistério não foi manifestado aos homens de outras gerações, como foi agora revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas:

6 os gentios são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa, em Jesus Cristo, por meio do Evangelho. - Palavra do Senhor.


Reflexão:


Na leitura de Efésios, Paulo nos convida a contemplar o mistério divino que agora foi revelado aos santos. O apóstolo fala da graça que Deus lhe concedeu para compreender e partilhar esse desígnio misterioso.

A revelação desse mistério é extraordinária: os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo, e participantes das promessas divinas em Cristo. Esta revelação vai além das compreensões anteriores, revelando uma inclusão universal na herança espiritual.

A mensagem aqui é profunda e transformadora. Paulo destaca que todos, independentemente de sua origem, são chamados a fazer parte do corpo de Cristo. A mensagem da salvação não é exclusiva, mas é para toda a humanidade. Isso desafia preconceitos e convida à unidade na diversidade.

Assim, somos instados a reconhecer a amplitude da graça divina, que transcende fronteiras e nos une como uma comunidade global de crentes. Que possamos abraçar essa visão inclusiva, reconhecendo em cada irmão e irmã não apenas semelhanças, mas também a riqueza da diversidade, na qual todos têm um lugar na obra redentora de Deus. Amém.

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Segunda Leitura: Colossenses 3,12-21 - 31.12.2023


Segunda Leitura: Colossenses 3,12-21


Colossenses 3,12-21 (Bíblia de Jerusalém)

Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses – Irmãos, 12 Vós, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão, paciência.

13 Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tendes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós.

14 Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição.

15 E a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados em um só corpo. E sede agradecidos.

16 A palavra de Cristo habite entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que, em toda a sabedoria, vos instruais e exorteis mutuamente, cantando salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão a Deus em vosso coração.

17 E tudo o que fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

18 Mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor.

19 Maridos, amai vossas mulheres e não as trateis com amargor.

20 Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.

21 Pais, não irriteis vossos filhos, para que não percam o ânimo. - Palavra do Senhor.


Reflexão


A passagem de Colossenses 3,12-21 nos apresenta um guia prático para vivermos relacionamentos saudáveis e plenos, fundamentados nos ensinamentos de Cristo. Paulo destaca que, como eleitos de Deus, somos chamados a revestir-nos de qualidades que refletem a natureza divina.

A exortação para vestir "entranhas de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência" ressalta a importância de cultivar virtudes que promovem a paz e a harmonia nas relações. Suportar e perdoar uns aos outros reflete o amor incondicional que Deus nos oferece e serve como um testemunho tangível do Seu perdão.

O ápice desse conselho está no versículo 14, onde Paulo destaca o amor como o vínculo da perfeição. O amor não apenas une, mas também aperfeiçoa todas as outras virtudes. Cultivar um coração amoroso não apenas fortalece os laços interpessoais, mas também reflete a natureza divina em nós.

A paz de Cristo, mencionada no versículo 15, é apresentada como algo que deve reinar em nossos corações. Essa paz vai além da ausência de conflitos; é uma paz que transcende as circunstâncias, encontrada na certeza da presença e do governo de Cristo em nossas vidas.

A instrução para que a palavra de Cristo habite ricamente entre nós nos lembra da importância de fundamentar nossas vidas e relacionamentos nos ensinamentos de Jesus. Isso implica em encorajar, instruir e adorar juntos, buscando a sabedoria divina.

A passagem também aborda a dinâmica familiar, enfatizando a importância da submissão, amor e respeito mútuo. Essas orientações não são rígidas ou opressivas, mas um chamado para criar ambientes familiares baseados no amor e na compreensão.

Em um mundo onde os relacionamentos muitas vezes são desafiados por egoísmo e falta de perdão, a mensagem de Colossenses 3,12-21 nos inspira a cultivar qualidades que promovem a paz, a unidade e a graça mútua. Que, ao aplicarmos esses princípios, nossas vidas se tornem testemunhos brilhantes do amor transformador de Cristo.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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