sexta-feira, 10 de julho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 8,18-23 - 12.07.2026

Domingo, 12 de Julho de 2026
15º Domingo do Tempo Comum, Ano A


A criação aguarda, em silêncio sagrado, a manifestação dos filhos de Deus, quando o íntimo da criatura se abre à plenitude eterna do Mistério.



Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Romanos VIII, XVIII-XXIII

XVIII
Existimo enim quod non sunt condignae passiones hujus temporis ad futuram gloriam, quae revelabitur in nobis. (Rm VIII, XVIII)

18. Considero que os sofrimentos deste tempo presente não são dignos de comparação com a glória futura que será revelada em nós. A dor passageira não define o ser, pois a plenitude divina amadurece em silêncio no íntimo da criatura. (Rm 8,18)

XIX
Nam exspectatio creaturae revelationem filiorum Dei exspectat. (Rm VIII, XIX)

19. Pois a criação inteira espera, com ardente esperança, a revelação dos filhos de Deus. Tudo o que existe aguarda, nas profundezas do seu ser, o desvelar da presença divina que a conduz à sua verdade última. (Rm 8,19)

XX
Vanitati enim creatura subjecta est non volens, sed propter eum, qui subjecit eam in spe. (Rm VIII, XX)

20. A criação foi submetida à fragilidade, não por desejo próprio, mas por desígnio daquele que a sujeitou na esperança. Até mesmo o que parece cativo permanece guardado pela promessa de uma plenitude que ainda se manifesta no oculto. (Rm 8,20)

XXI
Quia et ipsa creatura liberabitur a servitute corruptionis in libertatem gloriae filiorum Dei. (Rm VIII, XXI)

21. A própria criação será libertada da escravidão da corrupção para participar da glória dos filhos de Deus. Tudo o que geme no tempo encontra, no desígnio eterno, a passagem para uma condição mais alta e mais pura. (Rm 8,21)

XXII
Scimus enim quod omnis creatura ingemiscit, et parturit usque adhuc. (Rm VIII, XXII)

22. Sabemos que toda a criação geme e sofre dores de parto até agora. O mundo visível traz em si uma espera profunda, como se cada realidade aguardasse o momento de sua plena manifestação diante de Deus. (Rm 8,22)

XXIII
Non solum autem illa, sed et nos ipsi primitias spiritus habentes: et ipsi intra nos gemimus adoptionem filiorum Dei exspectantes, redemptionem corporis nostri. (Rm VIII, XXIII)

23. Não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção filial, a redenção do nosso corpo. A alma amadurece na esperança, e o ser inteiro se orienta para a sua consumação em Deus. (Rm 8,23)

Reflexão

O sofrimento não é a última palavra.
A espera purifica o coração.
O invisível trabalha no silêncio.
A esperança sustenta a caminhada.
A criação inteira aponta para o alto.
O espírito aprende a perseverar.
A verdade cresce no oculto.
E a plenitude amadurece em Deus.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

sexta-feira, 3 de julho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 8,9.11-13 - 05.07.2026

Domingo, 5 de Julho de 2026
14º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Se, pelo Espírito, fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis, pois a alma renovada participa da vida que permanece, iluminada pela verdade eterna e incorruptível.



Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Romanos, VIII, IX, XI-XIII

IX Vos autem in carne non estis, sed in spiritu, si tamen Spiritus Dei habitat in vobis. Si quis autem Spiritum Christi non habet, hic non est ejus.

9 Vós não viveis segundo a condição limitada da carne, mas segundo o Espírito, se verdadeiramente o Espírito de Deus habita em vós. Quem acolhe a presença do Espírito é conduzido para uma realidade que ultrapassa o visível e encontra, na comunhão com Cristo, a plenitude do próprio ser.

XI Quod si Spiritus ejus, qui suscitavit Jesum a mortuis, habitat in vobis, qui suscitavit Jesum Christum a mortuis vivificabit et mortalia corpora vestra, propter inhabitantem Spiritum ejus in vobis.

11 Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, Aquele que ressuscitou Cristo dará também vida aos vossos corpos mortais, pois sua presença vivificante faz florescer, desde agora, a existência orientada para a eternidade e renova continuamente a criatura em sua vocação mais profunda.

XII Ergo fratres, debitores sumus non carni, ut secundum carnem vivamus.

12 Assim, irmãos, não somos devedores da carne para vivermos segundo seus impulsos passageiros. Somos chamados a ordenar toda a existência segundo a ação do Espírito, que conduz o coração à permanência da verdade e da vida que não se corrompe.

XIII Si enim secundum carnem vixeritis, moriemini; si autem Spiritu facta carnis mortificaveritis, vivetis.

13 Se viverdes apenas segundo a carne, experimentareis a morte espiritual. Porém, se, pela ação do Espírito, fizerdes morrer em vós tudo o que vos afasta de Deus, alcançareis a verdadeira vida, que brota da comunhão com o Eterno e permanece acima de toda mudança.

Reflexão

A vida espiritual começa quando o coração permite que a presença de Deus ordene seus pensamentos e purifique suas intenções.

A existência alcança sua maturidade quando o espírito governa os afetos segundo a verdade que procede do Alto.

A serenidade nasce da fidelidade silenciosa àquilo que permanece, mesmo quando tudo ao redor se transforma.

Cada escolha orientada para o bem fortalece o ser interior e amplia sua capacidade de contemplar o eterno.

O homem torna-se verdadeiramente íntegro quando permite que a luz divina unifique todas as dimensões de sua existência.

O caminho da perseverança transforma lentamente a alma, tornando-a cada vez mais semelhante ao desígnio do Criador.

A presença do Espírito faz germinar uma vida que não depende das circunstâncias, mas da comunhão constante com Deus.

Quem permanece unido ao Senhor descobre que a verdadeira plenitude consiste em participar, desde agora, da vida que jamais terá fim.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

sexta-feira, 26 de junho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas 1,11-20 - 28.06.2026

Domingo, 28 de Junho de 2026
Santos Pedro e Paulo Apóstolos, Solenidade, Ano A


Deus me separou desde o ventre materno. Desde a origem da existência, o chamado divino orienta a alma para sua vocação eterna, conduzindo cada passo segundo a sabedoria imutável do Criador.



Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Galatas, I, XI-XX

XI Notum enim vobis facio, fratres, Evangelium, quod evangelizatum est a me, quia non est secundum hominem.

11 Eu vos declaro, irmãos, que o Evangelho anunciado por mim não tem origem humana. A verdade que procede de Deus ultrapassa toda construção meramente terrena e conduz a alma ao conhecimento que permanece para sempre.

XII Neque enim ego ab homine accepi illud, neque didici, sed per revelationem Iesu Christi.

12 Eu não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. A luz divina manifesta-se ao coração disposto a acolher aquilo que nenhuma inteligência humana pode produzir por si mesma.

XIII Audistis enim conversationem meam aliquando in Iudaismo, quoniam supra modum persequebar Ecclesiam Dei, et expugnabam illam.

13 Ouvistes qual era o meu procedimento no judaísmo, como perseguia intensamente a Igreja de Deus e procurava destruí-la. Mesmo os caminhos marcados pelo erro podem ser transformados quando a graça alcança profundamente a alma.

XIV Et proficiebam in Iudaismo supra multos coaetaneos in genere meo, abundantius aemulator existens paternarum mearum traditionum.

14 Eu superava muitos dos meus contemporâneos no judaísmo, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais. O conhecimento exterior encontra sua plenitude quando se abre à sabedoria que procede do Alto.

XV Cum autem placuit ei, qui me segregavit ex utero matris meae, et vocavit per gratiam suam,

15 Quando, porém, aprouve Àquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça. A vocação divina acompanha a existência desde sua origem, conduzindo cada pessoa segundo o desígnio eterno do Criador.

XVI Ut revelaret Filium suum in me, ut evangelizarem illum in gentibus, continuo non acquievi carni et sanguini.

16 Para revelar o seu Filho em mim, a fim de que eu o anunciasse entre as nações, não consultei imediatamente a carne nem o sangue. Quem acolhe a presença de Cristo permite que toda a existência seja iluminada pela verdade que permanece.

XVII Neque veni Hierosolymam ad antecessores meos Apostolos, sed abii in Arabiam, et iterum reversus sum Damascum.

17 Também não subi a Jerusalém para encontrar aqueles que já eram Apóstolos antes de mim, mas parti para a Arábia e depois voltei a Damasco. O silêncio e o recolhimento frequentemente preparam a alma para uma missão maior.

XVIII Deinde post annos tres veni Hierosolymam videre Petrum, et mansi apud eum diebus quindecim.

18 Depois de três anos subi a Jerusalém para conhecer Pedro e permaneci com ele durante quinze dias. A comunhão fortalece aqueles que caminham unidos na mesma verdade recebida do Senhor.

XIX Alium autem Apostolorum vidi neminem, nisi Iacobum fratrem Domini.

19 Dos outros Apóstolos não vi nenhum, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. Deus conduz cada encontro segundo uma ordem que favorece o amadurecimento da missão confiada.

XX Quae autem scribo vobis, ecce coram Deo quia non mentior.

20 Quanto ao que vos escrevo, diante de Deus afirmo que não minto. A fidelidade à verdade torna a palavra um reflexo daquilo que permanece firme diante do olhar divino.

Reflexão

A revelação transforma o coração antes de transformar os caminhos da existência.
O chamado divino acompanha silenciosamente cada pessoa desde sua origem.
A sabedoria amadurece quando a alma aprende a escutar antes de agir.
A perseverança fortalece o espírito diante das mudanças do mundo.
O conhecimento encontra sua plenitude quando permanece unido à verdade.
A comunhão com Deus ilumina todas as escolhas e purifica as intenções.
Quem acolhe a graça caminha com firmeza mesmo entre as provações.
Assim, a existência torna-se testemunho vivo daquele que conduz todas as coisas segundo seu desígnio eterno.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

segunda-feira, 22 de junho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Pedro 1,8-12 - 24.06.2026

Quarta-feira, 24 de Junho de 2026
Natividade de São João Batista, Solenidade, Ano A
12ª Semana do Tempo Comum


Esta salvação foi buscada nas investigações e meditações dos profetas, que contemplaram, no silêncio interior, o desígnio eterno revelando-se progressivamente na história da alma.



Lectio Epistolae Primae beati Petri Apostoli, I, VIII-XII

VIII

Quem cum non videritis, diligitis in quem nunc quoque non videntes creditis autem gaudebitis laetitia inenarrabili et glorificata.

8

Sem o terdes visto, vós o amais. Sem o contemplardes agora com os olhos do corpo, acreditais nele e exultais com uma alegria inefável e gloriosa. A alma reconhece uma Presença que ultrapassa a percepção sensível e encontra nela uma fonte inesgotável de júbilo.

IX

Reportantes finem fidei vestrae salutem animarum.

9

Alcançando o fim de vossa fé, a salvação das almas. O caminho da confiança conduz o ser humano à realização de sua vocação mais profunda e à plenitude para a qual foi criado.

X

De qua salute exquisierunt atque scrutati sunt prophetae qui de futura in vobis gratia prophetaverunt.

10

Sobre esta salvação investigaram e perscrutaram os profetas que anunciaram a graça destinada a manifestar-se em vós. Aquilo que se revela no presente foi preparado por uma sabedoria que atravessa as gerações e une os acontecimentos em uma única harmonia.

XI

Scrutantes in quod vel quale tempus significaret in eis Spiritus Christi praenuntians eas quae in Christo sunt passiones et posteriores glorias.

11

Procuravam compreender a que tempo e circunstâncias se referia o Espírito de Cristo que neles habitava, quando anunciava antecipadamente os sofrimentos de Cristo e as glórias que os seguiriam. A jornada da verdade passa pela purificação e culmina na manifestação da plenitude.

XII

Quibus revelatum est quia non sibimetipsis vobis autem ministrabant ea quae nunc nuntiata sunt vobis per eos qui evangelizaverunt vobis Spiritu Sancto misso de caelo in quem desiderant angeli prospicere.

12

Foi-lhes revelado que não serviam a si mesmos, mas àqueles que viriam depois deles, transmitindo as realidades que agora vos foram anunciadas por aqueles que pregaram o Evangelho no Espírito Santo enviado do céu. São mistérios tão elevados que até os anjos desejam contemplá-los. A verdade divina manifesta uma profundidade inesgotável, sempre convidando a alma a avançar para uma compreensão mais elevada.

Reflexão

A visão mais profunda nem sempre depende dos olhos, mas da capacidade interior de reconhecer a verdade.

O amor autêntico ultrapassa a evidência imediata e permanece firme mesmo quando não vê.

Toda busca sincera pela sabedoria aproxima a alma de sua origem mais elevada.

Os acontecimentos da existência revelam significados que frequentemente superam a compreensão do instante presente.

A perseverança diante das dificuldades fortalece o espírito e amplia o discernimento.

Existe uma ordem superior que une promessa, cumprimento e plenitude em uma única realidade.

A serenidade nasce quando o coração aprende a confiar naquilo que permanece além das mudanças passageiras.

Quem acolhe a luz da verdade descobre uma alegria que não depende das circunstâncias externas.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

sexta-feira, 19 de junho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 5,12-15 - 21.06.2026

Domingo, 21 de Junho de 2026
12º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São Luís Gonzaga, religioso


O dom ultrapassou o delito, pois a luz originária permanece maior que toda ruptura. Onde a limitação humana revelou sua fragilidade, a plenitude do bem manifestou uma abundância inesgotável de restauração.



Lectio Epistolae Sancti Pauli Apostoli ad Romanos V, XII-XV

XII. Propterea sicut per unum hominem peccatum in hunc mundum intravit, et per peccatum mors, et ita in omnes homines mors pertransiit, in quo omnes peccaverunt.

12. Assim como por um único homem entrou a desordem no mundo e, por meio dela, a realidade da morte se difundiu, também toda a humanidade participa dessa condição de fragilidade que atravessa a existência e revela a necessidade de uma restauração mais profunda que a própria história. (12)

XIII. Usque ad legem enim peccatum erat in mundo: peccatum autem non imputabatur, cum lex non esset.

13. Antes da plena revelação da ordem divina, a desarmonia já atuava no interior da criação, ainda que não fosse plenamente reconhecida, mostrando que o ser humano sempre caminhou entre limites que clamam por uma luz mais elevada. (13)

XIV. Sed regnavit mors ab Adam usque ad Moysen, etiam in eos qui non peccaverunt in similitudinem prævaricationis Adæ, qui est forma futuri.

14. A fragilidade humana exerceu influência sobre todos os tempos, mesmo sobre aqueles que não participaram diretamente da queda original, revelando uma condição universal que atravessa a história e aponta para uma realidade de superação que ainda há de se manifestar. (14)

XV. Sed non sicut delictum, ita et donum: si enim unius delicto multi mortui sunt, multo magis gratia Dei et donum in gratia unius hominis Iesu Christi in multos abundavit.

15. Contudo, a restauração não é equivalente à ruptura, pois aquilo que foi corrompido no início não se compara à superabundância da graça que se derrama, elevando a condição humana para além de sua limitação original e conduzindo-a a uma plenitude mais alta do que a própria queda. (15)

Reflexão

A origem das rupturas humanas não determina o destino final da alma.

Existe uma ordem mais profunda que sustenta e reorganiza aquilo que foi fragilizado.

A história não se encerra no erro, pois há um princípio de restauração que a atravessa silenciosamente.

A consciência amadurece quando reconhece que a limitação não é palavra final sobre o ser.

A realidade visível não esgota a totalidade do sentido da existência.

O interior humano é chamado a uma elevação que ultrapassa suas próprias quedas.

A estabilidade espiritual nasce quando a alma se ancora em uma realidade que não se corrompe.

A plenitude se manifesta quando aquilo que foi ferido encontra uma superação mais alta do que a própria perda.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

sexta-feira, 12 de junho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 5,6-11 - 14.06.2026

Domingo, 14 de Junho de 2026
11º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Vós sereis chamados a participar da ordem divina, refletindo a Luz que procede do Eterno. Como povo consagrado, manifestareis a sabedoria perene, tornando a existência um testemunho vivo da Verdade imutável.



Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Romanos V, VI-XI

VI. Ut quid enim Christus, cum adhuc infirmi essemus, secundum tempus, pro impiis mortuus est?

6. Quando ainda éramos frágeis e incapazes de alcançar por nós mesmos a plenitude da Verdade, Cristo entregou-Se por nós. Sua oferta manifesta uma realidade superior que continuamente sustenta e reconduz a alma ao seu verdadeiro destino.

VII. Vix enim pro iusto quis moritur; nam pro bono forsitan quis audeat mori.

7. Raramente alguém se dispõe a entregar a própria vida por um justo; talvez por uma pessoa boa alguém tenha coragem de fazê-lo. Contudo, essa medida humana é ultrapassada por um amor que procede de uma fonte infinitamente mais elevada.

VIII. Commendat autem caritatem suam Deus in nobis, quoniam cum adhuc peccatores essemus, secundum tempus,

IX. Christus pro nobis mortuus est.

8. Deus manifesta Seu amor para conosco porque Cristo entregou-Se por nós quando ainda vivíamos afastados da plenitude para a qual fomos criados.

9. Essa entrega revela que a iniciativa divina antecede toda resposta humana, oferecendo continuamente um caminho de retorno à comunhão com a Verdade eterna.

X. Multo igitur magis nunc iustificati in sanguine ipsius, salvi erimus ab ira per ipsum.

10. Tendo sido reconciliados por Sua entrega, somos conduzidos a uma condição nova de existência, na qual a alma encontra proteção e firmeza na presença daquele que a redimiu.

XI. Si enim cum inimici essemus, reconciliati sumus Deo per mortem Filii eius; multo magis reconciliati, salvi erimus in vita ipsius.

11. Se fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho quando ainda estávamos distantes, muito mais agora, permanecendo unidos à Sua vida, participaremos da plenitude que não se corrompe e não passa.

Reflexão

A verdadeira transformação começa quando a alma reconhece sua necessidade da Luz.
O amor divino antecede os méritos humanos e sustenta o caminho da restauração interior.
Aquilo que é eterno permanece atuando silenciosamente além das aparências transitórias.
A reconciliação com Deus restabelece a ordem profunda do ser.
A serenidade nasce quando o coração repousa na Verdade que não muda.
Toda existência encontra significado quando se orienta para seu princípio mais elevado.
A firmeza espiritual cresce na medida em que a consciência se aproxima do Bem permanente.
Quem acolhe a vida oferecida por Cristo descobre uma paz que ultrapassa as oscilações do mundo.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

quarta-feira, 10 de junho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São João 4,7-16 - 12.06.2026

Sexta-feira, 12 de Junho de 2026
Sagrado Coração de Jesus, Solenidade, Ano A
10ª Semana do Tempo Comum


Foi Deus quem nos amou primeiro. Antes que a consciência despertasse para sua jornada, já era envolvida por uma presença eterna, que a chama continuamente à verdade, à plenitude e ao bem duradouro.



Lectio Epistolae Primae Beati Ioannis Apostoli, IV, VII-XVI

VII. Carissimi, diligamus nos invicem: quoniam caritas ex Deo est. Et omnis qui diligit, ex Deo natus est, et cognoscit Deum.

7. Amados, cultivemos o amor verdadeiro, pois ele procede da Fonte suprema de toda existência. Quem aprende a amar participa de uma realidade mais elevada e aproxima-se do conhecimento de Deus.

VIII. Qui non diligit, non novit Deum: quoniam Deus caritas est.

8. Quem fecha o coração ao amor afasta-se da compreensão mais profunda da realidade, pois Deus manifesta-se como plenitude de amor que sustenta todas as coisas.

IX. In hoc apparuit caritas Dei in nobis, quoniam Filium suum unigenitum misit Deus in mundum, ut vivamus per eum.

9. O amor divino tornou-se visível quando o Filho foi enviado ao mundo, para que a humanidade encontrasse nele o caminho para a verdadeira vida.

X. In hoc est caritas: non quasi nos dilexerimus Deum, sed quoniam ipse prior dilexit nos, et misit Filium suum propitiationem pro peccatis nostris.

10. O amor não começa na iniciativa humana. Antes de qualquer resposta da criatura, Deus já a envolvia com sua presença e sua misericórdia redentora.

XI. Carissimi, si sic Deus dilexit nos: et nos debemus alterutrum diligere.

11. Se Deus nos amou com tão grande profundidade, somos chamados a refletir essa mesma luz em nossas relações e em nossa caminhada espiritual.

XII. Deum nemo vidit umquam. Si diligamus invicem, Deus in nobis manet, et caritas ejus in nobis perfecta est.

12. Ninguém contempla plenamente Deus com os olhos do corpo. Contudo, quando o amor habita a alma, sua presença torna-se viva e operante no íntimo do ser.

XIII. In hoc cognoscimus quoniam in eo manemus, et ipse in nobis: quoniam de Spiritu suo dedit nobis.

13. Reconhecemos a comunhão com Deus pela ação silenciosa de seu Espírito, que ilumina a consciência e fortalece a alma em sua jornada.

XIV. Et nos vidimus, et testificamur quoniam Pater misit Filium suum Salvatorem mundi.

14. A revelação divina testemunha que o Filho foi enviado para conduzir a humanidade ao reencontro com sua origem e sua finalidade mais elevadas.

XV. Quisquis confessus fuerit quoniam Jesus est Filius Dei, Deus in eo manet, et ipse in Deo.

15. Quem acolhe com sinceridade a identidade divina de Cristo entra numa comunhão que transforma interiormente toda a existência.

XVI. Et nos cognovimus, et credidimus caritati, quam habet Deus in nobis. Deus caritas est: et qui manet in caritate, in Deo manet, et Deus in eo.

16. Nós conhecemos e acolhemos o amor que Deus derrama sobre nós. Quem permanece nesse amor participa de uma realidade que ultrapassa as mudanças do mundo e permanece unido à presença divina.

Reflexão

O amor revelado nesta passagem não é um simples sentimento passageiro, mas uma realidade que possui sua origem em Deus. Toda alma encontra sua verdadeira direção quando aprende a permanecer nessa presença. Aquilo que nasce do amor divino conduz à unidade interior e à maturidade espiritual. As mudanças do mundo não possuem poder para apagar aquilo que está enraizado no Eterno. O coração torna-se mais firme quando reconhece que sua origem e seu destino encontram-se em Deus. A serenidade cresce onde existe fidelidade ao bem. A consciência amadurece quando aprende a contemplar além das aparências transitórias. Assim, a vida humana descobre sua mais elevada finalidade na comunhão com Aquele que é Amor sem princípio nem fim.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia