Lectio secunda ad Corinthios I II I–V
I
Et ego cum venissem ad vos fratres veni non in sublimitate sermonis aut sapientiae annuntians vobis testimonium Christi
Quando me aproximei de vós, não trouxe ornamentos da razão nem brilho de palavras. Aproximei-me em simplicidade, para que a verdade fosse acolhida no silêncio do ser e não no ruído da aparência.
II
Non enim judicavi me scire aliquid inter vos nisi Jesum Christum et hunc crucifixum
Nada quis reter senão o Mistério do Cristo entregue. Nele toda ciência se recolhe ao essencial, onde a dor atravessada torna-se passagem para a vida que não perece.
III
Et ego in infirmitate et timore et tremore multo fui apud vos
Apresentei-me frágil, consciente de minha limitação, pois é na humildade que o coração se abre ao Alto e aprende a depender da força que não procede de si mesmo.
IV
Et sermo meus et praedicatio mea non in persuasibilibus humanae sapientiae verbis sed in ostensione Spiritus et virtutis
Minha palavra não buscou convencer pela astúcia, mas testemunhar uma presença viva. O Espírito manifesta-se como vigor interior que toca a consciência além de qualquer argumento.
V
Ut fides vestra non sit in sapientia hominum sed in virtute Dei
Assim, a confiança não se apoia em construções humanas, mas na potência divina que sustenta o ser e conduz a alma a uma firmeza que não vacila diante do tempo.
Verbum Domini
Reflexão
A verdade cresce quando o coração se esvazia de pretensões
A simplicidade torna-se morada onde o Eterno se deixa perceber
A fraqueza acolhida transforma-se em passagem para uma força mais alta
O silêncio interior vale mais que discursos numerosos
Quem se recolhe ao centro encontra direção segura
Cada instante pode tornar-se encontro com o Invisível
A constância do espírito gera serenidade diante das mudanças
E a vida inteira ergue-se como oferta tranquila ao Pai
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