sexta-feira, 7 de agosto de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 9,1-5 - 09.08.2026

Domingo, 9 de Agosto de 2026
19º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Eu desejaria oferecer-me pelos meus irmãos, para que cada alma reencontre em Deus sua origem eterna, sua plenitude e seu destino no silêncio sagrado.



Lectio epistolae beati Pauli apostoli ad Romanos IX, I-V

I Veritatem dico in Christo, non mentior: testimonium mihi perhibente conscientia mea in Spiritu Sancto:

1 Digo a verdade em Cristo e não minto. Minha consciência, iluminada pelo Espírito Santo, dá testemunho de que a verdade recebida no íntimo não permanece apenas como pensamento, mas alcança a profundidade do ser.

II Quoniam tristitia mihi magna est, et continuus dolor cordi meo.

2 Porque há em mim uma grande tristeza e uma dor contínua no coração. Essa dor interior não se reduz à perturbação passageira, mas revela a profundidade de uma alma que contempla, para além do instante, o destino espiritual daqueles que lhe são próximos.

III Optabam enim ego ipse anathema esse a Christo pro fratribus meis, qui sunt cognati mei secundum carnem,

3 Pois eu mesmo desejaria ser separado de Cristo em favor de meus irmãos, meus parentes segundo a carne. Minha existência é contemplada diante de um mistério maior que si mesma, na disposição de oferecer-se diante de Deus, sem transformar o próprio ser em medida absoluta de todas as coisas.

IV Qui sunt Israelitae, quorum adoptio est filiorum, et gloria, et testamentum, et legislatio, et obsequium, et promissa:

4 Eles são israelitas, deles são a adoção filial, a glória, a aliança, a Lei, o culto e as promessas. Neles se manifesta uma história espiritual na qual a realidade humana é elevada pela iniciativa divina e orientada para uma comunhão que ultrapassa a sucessão dos acontecimentos.

V Quorum patres, et ex quibus est Christus secundum carnem, qui est super omnia Deus benedictus in saecula. Amen.

5 Deles são os patriarcas e, segundo a carne, deles procede Cristo, que está acima de todas as coisas, Deus bendito pelos séculos. Amém. Nele, a realidade humana encontra sua abertura para o eterno, pois aquele que entrou na história permanece acima dela e conduz o tempo à plenitude de sua origem e de seu destino.

Reflexão:

A verdade interior alcança sua plenitude quando permanece diante de Deus.
A alma amadurece quando não permite que a dor determine sua visão do ser.
O presente adquire profundidade quando é contemplado à luz do eterno.
A existência encontra sua ordem quando reconhece uma realidade superior a si mesma.
O coração elevado aprende a suportar a prova sem perder sua direção interior.
Aquilo que passa não possui a última medida daquilo que permanece.
Cristo reúne no próprio ser a história humana e a plenitude divina.
Diante dele, a alma aprende a habitar o instante com os olhos voltados para o eterno.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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