Domingo, 12 de Abril de 2026
Pela ressurreição, o ser é reconduzido ao princípio que não se extingue, onde a consciência desperta para uma esperança viva que não depende do transitório exterior
Lectio Epistolae Primae Sancti Petri, I, III-IX
III
Benedictus Deus et Pater Domini nostri Iesu Christi qui secundum magnam misericordiam suam regeneravit nos in spem vivam per resurrectionem Iesu Christi ex mortuis.
3 Bendito seja Aquele que, em sua plenitude, reconduz o ser à origem viva, onde a consciência desperta para uma esperança que não se limita ao que passa.
IV
In hereditatem incorruptibilem et incontaminatam et immarcescibilem conservatam in caelis in vobis.
4 Trata-se de uma herança que não se corrompe nem se desfaz, pois permanece íntegra no interior, onde nada se perde no fluxo das mudanças.
V
Qui in virtute Dei custodimini per fidem in salutem paratam revelari in tempore novissimo.
5 Aquele que se mantém alinhado é sustentado por uma força que não oscila, conduzindo-o a um reconhecimento que se revela quando o interior se torna pleno.
VI
In quo exsultabitis modicum nunc si oportet contristari in variis temptationibus.
6 Ainda que surjam provações, há uma alegria mais profunda que não se extingue, pois não depende das circunstâncias transitórias.
VII
Ut probatio vestrae fidei multo pretiosior auro quod per ignem probatur inveniatur in laudem et gloriam et honorem in revelatione Iesu Christi.
7 Assim como o ouro é purificado, também a consciência se refina, revelando uma firmeza que não se perde e resplandece quando o essencial é reconhecido.
VIII
Quem cum non videritis diligitis in quem nunc quoque non videntes creditis credentes autem exsultabitis laetitia inenarrabili et glorificata.
8 Mesmo sem ver, o reconhecimento se torna amor, e a adesão interior gera uma alegria que não pode ser descrita, pois nasce do que permanece.
IX
Reportantes finem fidei vestrae salutem animarum.
9 O fruto desse caminho é a plenitude da alma, que se realiza ao permanecer unida ao que não se fragmenta.
Reflexão
O que é gerado no interior não se submete ao que se altera externamente
A esperança verdadeira permanece firme, pois não depende do que passa
As provações revelam a consistência do que foi acolhido em profundidade
A consciência se fortalece quando permanece centrada no que não se dissolve
A alegria mais profunda não se explica, mas se reconhece no silêncio
O essencial não se desgasta, pois não pertence ao que é transitório
A firmeza interior orienta o agir com clareza e constância
Assim, o ser encontra plenitude ao permanecer unido ao que sustenta todas as coisas
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