sexta-feira, 31 de julho de 2026

SEGUNDA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 8,35.37-39 - 02.08.2026

Domingo, 2 de Agosto de 2026
18º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Nenhuma criatura pode romper a comunhão com o Amor eterno acolhido pela alma, pois sua origem permanece acima de toda mudança e conduz o ser à plenitude.


Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Romanos, VIII, XXXV, XXXVII ad XXXIX

XXXV

Quis ergo nos separabit a caritate Christi? tribulatio? an angustia? an fames? an nuditas? an periculum? an persecutio? an gladius?

35 Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? Será a tribulação, a angústia, a fome, a nudez, o perigo, a perseguição ou a espada? Nenhuma realidade transitória possui poder para romper a comunhão daquele que permanece unido ao Amor eterno, pois a alma encontra sua verdadeira estabilidade na presença que não conhece mudança.

XXXVII

Sed in his omnibus superamus propter eum qui dilexit nos.

37 Em todas essas realidades saímos plenamente vitoriosos por meio daquele que nos amou. A vitória mais profunda não consiste em dominar as circunstâncias, mas em permanecer unido Àquele cuja presença transforma toda provação em caminho de amadurecimento interior.

XXXVIII

Certus sum enim quia neque mors, neque vita, neque angeli, neque principatus, neque virtutes, neque instantia, neque futura,

38 Estou plenamente convencido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o futuro possuem força para interromper a permanência daquele que repousa na comunhão com Deus, cuja eternidade sustenta todas as coisas.

XXXIX

Neque fortitudo, neque altitudo, neque profundum, neque creatura alia poterit nos separare a caritate Dei, quae est in Christo Iesu Domino nostro.

39 Nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor. Quem permanece nessa comunhão descobre uma plenitude que ultrapassa toda medida criada e encontra um repouso que nenhuma mudança do mundo pode desfazer.

Reflexão

O amor de Deus não acompanha a instabilidade das circunstâncias, pois permanece imutável em sua perfeição.

A alma que se volta para o eterno deixa de medir sua existência apenas pelos acontecimentos visíveis.

As provações revelam aquilo que permanece firme quando tudo o mais se transforma.

O coração fortalecido pela presença divina encontra serenidade mesmo diante do desconhecido.

Toda realidade criada aponta para uma origem que sustenta continuamente o ser.

A verdadeira fortaleza nasce da união silenciosa com Aquele que jamais abandona sua obra.

Nenhuma força exterior possui poder para romper a comunhão estabelecida pela fidelidade divina.

Quem persevera nessa presença descobre uma paz que atravessa o tempo e permanece além de toda mudança.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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